Poemas de Manuel Barros
Mundo pequeno
Conheço de palma os dementes de rio.
Fui amigo do Bugre Felisdônio, de Ignácio Rayzama
e de Rogaciano.
Todos cantavam pregos na beira do rio para enfiar
no horizonte.
Um dia encontrei Felisdôniocomendo papel nas ruas
de Corumbá.
Me disse que as coisasque não existem são mais
bonitas.
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