Mosaico bizantino na Itália
A partir do século IV muitas formas de arte que estavam centralizadas em Roma e nas províncias ocidentais se transferiram a Bisanzio e a Ravenna, as duas cidades onde se instalou o máximo poder do Estado e onde o mosaico se elevava como a principal manifestação de expressão figurativa.
Os mosaicos que estão conservados nas paredes das basílicas das duas cidades imperiais Constantinopla e Ravenna, construídos com esmaltes das oficinas bizantinas e portanto de conhecimento dos artesãos de Bisanzio, mostram uma beleza incomparável e podem, com razão, serem chamados de "os Esplendores de Bisanzio".
Quando a civilização romana caiu sob os golpes dos invasores bárbaros, a arte se mudou para as seguras terras do oriente: em Bisanzio e no resto do Império do Oriente; com o impulso das novas religiões, o cristianismo, as paredes das basílicas se vestiram de milhões de pequenas pastilhas coloridas.
O mosaico bizantino, pintura para a eternidade, há mais de mil anos fascina devido ao incrível esplendor de suas imagens sacras. Mesmo se tratando de obras artesanais, os mosaicos seguem com precisão a variação de gosto e as problemáticas das belas artes. Se pode dizer que o mosaico bizantino representa uma união perfeita da arte e do artesanato, uma superioridade obtida do encontro da riqueza sugestiva e da luminosidade que surgem dos pequenos fragmentos de cor que são as pastilhas. Cada uma parece ter uma autonomia própria e uma precisa individualidade devido ao modo irregular as quais vêm colocadas no plano de trabalho. A aplicação desta técnica continua nas reproduções da Escola de Mosaico de Ravenna (Scuola del Mosaico Ravennate), fiel ao trabalho dos antigos artesões.
As origens do mosaico bizantino nos levam aos tempos de Bisanzio e ao Império Romano do Oriente, mas os primeiros testemunhos seguros se têm devido ao Estado do Vaticano que, fundando a Reverenda Fabbrica di San Pietro, permitiu à arte musiva uma identidade própria, independente da pintura, apesar de manter os elos que graças à propria pintura permitiram ao mosaico desenvolver-se.
Aproximadamente no final de 1700 alguns artesões saídos da Reverenda Fabbrica Vaticana levaram a arte do mosaico miniatura a Firenze onde encontraram terreno fértil para uma rápida expansão. Pequenas lojas de artesões mosaicistas permitiram de passar esta arte de geração em geração.
O mosaico bizantino, com grandes exemplos em Ravenna, representa uma das máximas expressões da técnica. O mosaico chegou quase a susbtituir a pintura, seja nas igrejas, seja nos ícones portáteis.
No século XII, a corte normana de Palermo dispôs a decoração a mosaico da Catedral, da Capela Palatina (1130-1143), da Martorana (Santa Maria dell'Ammiraglio, 1143), da Zisa. Ricos mosaicos de época normana decoram também a Catedral de Cefalù (1148) e o Duomo de Monreale (XII-XIII séculos): pastilhas de vidro colorido brilhante despontam do fundo dourado compondo cenas bíblicas grandes e numerosas.
Fonte: http://houdelier.com/paginas/mosaicobizantino.html
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