A fortaleza de São Jorge da Mina, a primeira feitoria portuguesa na costa ocidental da África, foi construída com o objectivo de escoar e defender o ouro que das ricas regiões auríferas do interior era enviado para o litoral. Posteriormente, torna-se o primeiro entreposto de escravos da era moderna e o pólo a partir do qual os reinos do Benim e Daomé seriam dizimados. Os primeiros escravos levados para o Brasil, em 1533, partiram daqui.
Ao longo do século xvi, ataques de piratas franceses aos navios portugueses no regresso da Mina começam a suceder-se, para além de tentativas de tráfico de ouro na Mina. Arredados os Franceses, chegam os Ingleses, que, depois de conseguirem algum ouro, cessam as suas operações. Vêm de seguida os Holandeses, já no século xvii. A partir do Brasil – e tirando partido da perda de independência de Portugal – os Holandeses enfraquecem o monopólio comercial português na região e, com uma bem armada frota, conseguem dominar as quatro dezenas de militares doentes e mal armados da guarnição portuguesa de São Jorge da Mina. Por volta de 1637, chegam ao fim 150 anos de domínio português.
Depois da saída dos Portugueses, o negócio do tráfico de escravos torna-se mais rentável que o do ouro, uma vez que a colonização da América acarreta grande procura de mão-de-obra. O tráfico de negros atinge o apogeu no século xviii e afectará 12 milhões de africanos. Esta época caracteriza-se, também, pelo crescimento de vários Estados no golfo da Guiné, eles próprios beneficiários dos enormes lucros obtidos com o tráfico de escravos. Em 1850, o comércio de escravos é proibido no Gana, quando o Reino Unido domina o território.
Fonte: http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEVZFyVuuZvFfwuRzW
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