Texto: O conquistador da terra
A manhã de sol dourava os cocos ainda verdes dos cacaueiros. O Coronel Horácio ia andando devagar entre as árvores plantadas.
Aquela roça dava seus primeiros frutos, cacaueiros jovens de cinco anos. Antes ali também fora a mata, seus homens e com fogo.
Tinha cerca de cinquenta anos e seu rosto era pecado de bexiga e fechado. As mãos calosas.
As velhas beatas que rezavam a São Jorge costumavam dizer que o coronel tinha o diabo numa garrafa. Uma história longa que envolvia venda de alma do coronel num dia temporal. Mas um dia com o diabo saindo da garrafa, levaria toda sorte de Horácio e ele morreria sem bens e alma.
Horácio ria da história e uma de suas risadas secas e curtas que medrontava mais que seus gritos na s manhãs de raiva.
[ JORGE AMADO ]
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