Larissa Bispo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Português

Continuação do texto: Antes que elas cresçam, Affonso Romano de Sant'Anna


[...]
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas,com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer "bonne route, bonne route" como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Português

Texto: Antes que elas cresçam, Affonso Romano de Sant'Anna.


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem com uma estridência alegre, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha, que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins.
[...]

Ciências

Proteoma

A conclusão do Projeto Genoma não significa que os mistérios da vida foram desvendados. Ao contrário, isso foi apenas um passo para que os cientistas entendessem como esses cerca de 30 mil a 40 mil genes controlam a produção de mais de 100 mil proteínas, todas relacionadas com o desenvolvimento e o metabolismo do ser humano.
Os cientistas já desenvolvem outro projeto. Trata-se do Proteoma. Esse termo representa o conjunto de proteínas produzidas por uma pessoa.
O objetivo é procurar um processo de identificação para que se possa compreender como as proteínas atuam no funcionamento das células. Portanto, com tal projeto, podemos obter, por exemplo, informações referentes aos processos enzimáticos, observar como age um agente patogênico no nosso corpo e até decifrar quais são os mecanismos bioquímicos que ocorrem dentro do organismo humano ao surgir um câncer.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Matemática

Exercírcio - Método substituição

1ºpasso:

x+y = 20 (1)
x-y = 8 (2)

2º passo substituir (1) em (2):

x-y = 8
20-y-y = 8
-2y = 8-20 (-1)
-2y = -12 (-1)
y = 12/2
y = 6

3º passo encontrar o valor de "x".

x = 20-y
x = 20-6
x = 14

S = (14,6)

Espanhol

Hora em espanhol



Espanhol Português Horas

Es la una y cinco.

São uma e cinco.

01h05min

Son las ocho y cuarto.

São oito e quinze.

08h15min

Son las nueve y veinticinco.

São nove e vinte e cinco. 09h25min

Son las cinco y media.

São cinco e meia. 05h30min

Son las once menos veinte.

São vinte para as onze. 10h40min

Son las dos menos cuarto.

São quinze para as duas. 01h45min

Son las tres menos diez.

São dez para as três. 02h50min

Son las dieciocho horas.

São dezoito horas. 18h00min

Son las veintiuna horas y diez minutos.

São vinte e uma horas e dez minutos. 21h1omin

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Matemática

Método da substituição


Em um estacionamento há 14 veículos, entre carros e motos. Sabe-se que o número total de rodas é 48. Quantos carros e quantas motos há nesse estacionamento?

Resolução:

• o número de carros que há no estacionamento por x.
• o número de motos que há no estacionamento por y.

Sistema de equações:
x+y = 14
4x+2y = 48

1º passo: Na 1º equação, determinamos o valor de x:
x+y = 14
x= 14-y

2º passo: Na 2º equação, vamos substituir x por 14-y:
4x+2y = 48
4(14-y) + 2y = 48 → equação do 1º grau na incógnita y
56 - 4y+2y=48
56-2y = 48
-2y = 48-56
-2y = -8 (-1)
2y = 8
y = 8/2 = 4 → número de motos

3º passo: Substituímos y por 4 na equação x = 14 - y:
x = 14-4
x = 10 → número de carros

Resultado: Há 10 carros e 4 motos no estacionamento.

Geografia

Vulcões dos Andes


A cordilheira dos Andes nasceu do choque das placas tectônicas. Milhões de anos atrás, uma parte da placa do oceano Pacífico, chamada Placa de Nazca, começou a se chocar com a Placa da América do Sul.
Esse choque continua acontecendo até hoje. Muitos vulcões se formaram, pois nas rachaduras das dobras havia espaço para o magma subir e ser despejado para fora, sob forma de lava vulcânica. Esse material viscoso, rocha derretida, se acumula e solidifica em torno de cratera, formando um cone que se eleva cada vez mais, até formar as altas montanhas vulcânicas que conhecemos.